Quem você pensa que é pra me invadir desse jeito? Quem te deu permissão para devastar a minha alma, revirar meus sentimentos e me fazer ver o meu lado mais podre? Eu não quero analisar minha culpa, não quero admitir meus erros, não quero enxergar meus medos. Você é tão livre, tão independente, tão “sabe-tudo”... e daí? Me deixa aqui no meu mundo. Não se meta onde não te interessa. Quem te convidou pra minha vida? A minha ilusão só pertence a mim. Não quero ver o seu olhar crítico, o seu rosto impassível, nem a sua mão me puxando pra fora de mim. Não quero a sua ajuda. Não quero me mexer e ter que remexer em tudo o que construí ao meu redor para me proteger de mim. Não quero reconhecer que preciso mudar. Muito menos admitir que você tem razão.
Não me abandone... não me perca de vista... não desista de mim!
quinta-feira, 19 de março de 2009
segunda-feira, 9 de março de 2009
Era uma vez...
Era uma vez uma plebéia que sonhava em virar princesa. Era uma menina alegre, simpática, esbanjava jovialidade e energia para todos. Vivia uma vida simples, mas honesta. Estudou, trabalhou, acordava cedo, dormia tarde, mas nunca deixou de alimentar a esperança de um dia se tornar uma feliz princesa. Ela tanto sonhou, desejou e procurou que se apaixonou por um príncipe e ele por ela. Namoraram, casaram e se mudaram para um castelo. Num reino distante, esse castelo ficava longe de tudo. A princesa tinha a vida que sempre sonhara: amor verdadeiro, muita fartura, muitas festas, muitas roupas bonitas, pessoas importantes, nenhum problema financeiro, uma linda carruagem, jóias, e tempo para aproveitar tudo isso. Mas ela começou a reparar que, como em todo Conto de Fadas, o dela também tinha um “porém”. Um feitiço, talvez. Toda aquela vida de sonhos não era dela!! O castelo não pertencia a ela; a carruagem, embora fosse um presente do príncipe, não estava em nome dela; os amigos não eram dela; as roupas não eram do gosto dela; as festas eram “aturadas” à base de bebida. Somente champagne importada, claro, mas com alto teor alcoólico. A única coisa verdadeira era o seu amor pelo príncipe e o dele por ela. Mas o feitiço dizia: “Uma vez que esse amor acabar, nada restará. Uma vez só, tudo virará pó!”. E a princesa pensava: E o meu livre arbítrio? E se eu me apaixonar por outro? E, se pior, o príncipe se apaixonar por outra? Bom, o feitiço era implacável. Tudo viraria pó! O que restava a princesa? Viver a vida que ela tanto havia desejado e sonhado... embora ela agora não sonhasse tão alto quanto antes. Na verdade, ela tinha perdido a capacidade de sonhar. Junto se foi a sua alegria, simpatia, jovialidade e energia. Ela sobrevivia, dia após dia, num mundo de conto de fadas, mas tão vazio quanto a sua alma...
Assinar:
Postagens (Atom)